‘Modern Love’ (Amazon Prime) é uma série antológica inspirada na célebre coluna do New York Times, criada em 2004 por Daniel Jones, que reúne ensaios sobre as mais diversas experiências amorosas.
Cada episódio adapta um desses relatos reais, apresentando histórias independentes sobre relacionamentos contemporâneos. O formato permite um elenco rotativo de estrelas, como Anne Hathaway, Dev Patel, Tina Fey, Andrew Scott, entre outros.
No meu caso, foi paixão à primeira vista. A série me conquistou desde o episódio inicial, com sua sensibilidade ao retratar as complexidades do amor moderno. Quero que ela tenha tantas temporadas quanto ‘Grey’s Anatomy’.
“04- Fazer movimentos casuais que o outro gosta; 09- Compartilhar um ataque de riso; 10- O mais importante: Seja Você Mesmo”
10 etapas para se apaixonar por alguém. Da série Shippados (primeira temporada, quarto episódio). No programa, Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch tentam desvendar a dinâmica dos relacionamentos atuais. Disponível na GloboPlay.
Criado por Fernanda Young e Alexandre Machado, da inesquecível sitcom “Os Normais”, ‘Shippados’ é o capítulo final da parceria criativa da dupla. No ano passado, Fernanda Young faleceu por complicações decorrentes da asma.
“Um Dia de Fúria” (Falling Down, 1993) é meu filme preferido de Joel Schumacher, cineasta que faleceu recentemente. A narrativa acompanha um cidadão comum, interpretado por Michael Douglas em uma de suas melhores performances, que se rebela contra o que considera disfuncional na sociedade contemporânea. O personagem percorre Los Angeles confrontando frustrações cotidianas que escalam para situações cada vez mais extremas.
Frequentemente, Schumacher é associado ao fracasso de “Batman e Robin” (1997), que comprometeu temporariamente sua reputação. Contudo, sua filmografia apresenta trabalhos consistentes. “O Primeiro Ano do Resto das Nossas Vidas” (1985) captou o zeitgeist da geração yuppie dos anos 1980. “O Cliente” (1994) e “Tempo de Matar” (1996), ambas adaptações de John Grisham, demonstram sua habilidade com thrillers jurídicos. “Oito Milímetros” (1999) explorou o submundo com Nicolas Cage, enquanto “Por Um Fio” (2002) desenvolveu tensão claustrofóbica em tempo quase real com Colin Farrell confinado em uma cabine telefônica.
Nesse ano, toda a seleção do Festival Varilux (insta: @variluxcinefrances) estará disponível online. São 50 títulos para assistir gratuitamente até o dia 25 de agosto. Além de novas opções, a programação desse ano resgata filmes de edições passadas.
Em www.festivalvariluxemcasa.com.br, você passeia por todos os títulos. Se preferir, pode escolher por temática: “História e cultura da França”, “Comédias para diversão em família”, “Reencontre os grandes nomes do cinema francês”, dentre outras.
Uma das sensações recentes da TV norte-americana, “Projeto Livro Azul” (Project Blue Book) é uma das atrações do canal History Brasil. Baseado em casos verídicos arquivados das décadas de 1950 e 1960, o seriado é considerado uma versão realista de “Arquivo X”. Produzido por Robert Zemeckis (“De Volta Para o Futuro”, “Contato” e “Forrest Gump”), “Projeto Livro Azul” já garantiu uma nova leva de episódios.
Acima, o fotógrafo Chase Jarvis celebra a arte de registrar momentos e convida o mundo a perseguir seus próprios esforços criativos. Para ele, é necessário tirar fotos que ninguém, além de você, pode registrar. Em foco, o cotidiano de cada um, a forma como você percebe esses momentos.
Com isso, defendem o valor artístico de equipamentos muitas vezes esnobados. De acordo com Javis, imagens não tem a ver com megapixels, mas sim com histórias e momentos (vídeo abaixo).
Claro, Jarvis não usa apenas celulares. Nos vídeos abaixo, ele mostra seu equipamento e como realiza seu trabalho.
Chase Jarvis também lançou vários vídeos online. Abaixo, ele entrevista o empreendedor e escritor Tim Ferriss.
Documentários sobre bastidores sempre fizeram parte do ecossistema do cinema. Extras em DVDs e Blu-rays ajudaram a consolidar esse material como complemento natural da experiência cinematográfica, oferecendo ao público acesso controlado ao processo de produção. O que se torna mais raro e revelador é quando o próprio fracasso deixa de ser ocultado e passa a ocupar o centro da narrativa, transformando projetos interrompidos em estudos sobre os limites criativos, técnicos e humanos do cinema.
O Inferno de Henri-Georges Clouzot (2009) parte justamente dessa ausência. O documentário revisita L’Enfer, projeto ambicioso do cineasta francês interrompido após poucas semanas de filmagem nos anos 1960. A partir de material recuperado décadas depois, a obra reconstrói experimentações visuais radicais e sugere o impacto que o filme poderia ter tido. Mais do que lamentar o inacabado, o documentário revela um cinema em estado de risco permanente.
Em Lost in La Mancha (2002), dirigido por Keith Fulton e Louis Pepe, o fracasso é acompanhado em tempo real. A tentativa de Terry Gilliam de adaptar Dom Quixote se desfaz diante de uma sucessão de problemas: estouro de orçamento, ruído constante de exercícios militares da OTAN nas proximidades da locação, enchentes que destroem equipamentos e a condição de saúde de Jean Rochefort, impedido de seguir no papel principal. A produção é abandonada, mas o registro se transforma em um retrato da vulnerabilidade de projetos autorais de grande escala. A experiência dialoga com o trabalho anterior da dupla em The Hamster Factor and Other Tales of Twelve Monkeys (1996), que já revelava os bastidores de um filme de Gilliam.
Nem todo colapso surge de uma experiência inconclusa. Hearts of Darkness: A Filmmaker’s Apocalypse (1991) acompanha a produção de Apocalypse Now (1979), de Francis Ford Coppola, marcada por atrasos, clima extremo nas Filipinas e o ataque cardíaco sofrido por Martin Sheen. Dirigido por Eleanor Coppola, o documentário expõe o desgaste físico e psicológico da equipe.
Esses documentários funcionam como contraponto ao discurso oficial da indústria, historicamente orientado a narrativas de sucesso e controle. Ao expor orçamentos estourados, equipes adoecidas, decisões tomadas sob pressão e forças externas incontroláveis, eles evidenciam o cinema como prática material, instável e sujeita ao acaso. Quando o fracasso é registrado sem filtro promocional, o que emerge é um conjunto de lições concretas sobre o fazer cinematográfico, distante da retórica celebratória dos materiais institucionais.
O site Starpulse publicou uma lista com os 100 melhores filmes classificados como “romdramedies” dos últimos 20 anos. O termo define obras que combinam romance, comédia e drama.
A curadoria chama atenção pelas escolhas. Wes Anderson aparece como o principal representante do gênero, com grande parte de sua filmografia incluída na seleção. Estão na lista A Vida Marinha com Steve Zissou, Viagem a Darjeeling, Três é Demais, Pura Adrenalina e Os Excêntricos Tenenbaums, este último em posição de destaque.
No topo, surgem opções mais controversas, como Huckabees, A Vida é uma Comédia, A Vida é Bela e Embriagado de Amor, todos entre os 15 primeiros. O recorte reforça o caráter particular da lista e aponta para uma leitura mais autoral do que convencional do gênero.
Em contraste, títulos de grande sucesso aparecem bem abaixo. Pequena Miss Sunshine, Sintonia de Amor, Harry e Sally, Feitos um para o outro e Quatro Casamentos e um Funeral não ultrapassam a 50ª posição.
O poder da crítica geralmente foi relativizado pelos artistas e a indústria do entretenimento. Alguns a tratam com desdém, outros oferecem argumentos mais elaborados. Como o cineasta Fernando Meirelles, diretor de “Cidade de Deus” e “O Jardineiro Fiel”, que certa vez comentou que o crítico analisa a obra que ele gostaria de ver, e não a criação em si.
Mesmo questionável, essa relação de amor e ódio ganhou uma escala diferente nos tempos atuais. Graças à internet, essa atividade tem maior ressonância. Se antes uma avaliação ruim poderia ser suplantada por citações de trechos positivos de outras análises (o que pode ser visto nos cartazes dos filmes), agora uma obra pode observada a partir de um ponto de vista mais amplo. Há sites que catalogam as resenhas mais relevantes e fazem uma média geral da avaliação da crítica.
Recentemente, chegou ao fim o verão norte-americano. Os estúdios de cinema aproveitam o período para lançar filmes de grande apelo junto ao público jovem. Nesse ano, porém, a estratégia não funcionou. Alguns analistas indicam que os tempos de ouro não voltam mais, visto que o cinema disputa espaço com diversas formas de entretenimento, como games.
Na indústria do cinema, há quem tenha feito autocrítica, apontando que outros meios, como Netflix e canais por assinatura, investem em tramas mais elaboradas, não havendo muita razão para sair de casa. Até porque, no período, são lançados cada vez menos títulos para o público adulto. Hollywood prefere reforçar uma fórmula esgotada, apostando em continuações e adaptações (de quadrinhos e games).
O Rotten Tomatoes existe há quase 20 anos, mas só recentemente começou a ser contestado. O site traz dados sobre filmes e programas de TV. Basta digitar o nome da obra que ele fornece a nota média obtida. Em inglês.
Para os críticos do site, ao criar uma média baseada em diversas opiniões, o site sentenciaria o destino de uma obra de forma injusta. Uma crítica possui muitas nuances, e reduzir uma avaliação ampla a uma nota reforçaria ainda mais a dicotomia de um mundo binário, em que há apenas duas respostas possíveis. O Rotten Tomatoes responde que é bastante criterioso. Nos casos em que não fica claro qual a posição do crítico, a equipe do site entra em contato para esclarecimentos.
Não se trata do único serviço do tipo. O site Metacritic vai além das obras audiovisuais e também entrega a avaliação média de jogos eletrônicos, música e livros. Por outro lado, sua base de avaliação está centrada em tradicionais empresas de comunicação. O Rotten Tomatoes também capta a percepção das grandes marcas, mas não só. Sua base de dados é muito mais ampla. E democrática. Isso porque, se nas redações jornalísticas boa parte dos críticos de cinema são homens brancos, o Rotten Tomatoes olha para a internet, gerando um quadro plural.