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Conectando imagens por meio de críticas, notícias e tutoriais. Filmes e séries são as atrações principais, mas outras artes visuais também entram em cartaz.

Quando o catálogo impresso da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo atrasava e só ficava pronto com o evento já em curso, o público podia comprar ingresso sabendo apenas a nacionalidade do filme. Esse tipo de imprevisto aparece em “Antes que Eu Me Esqueça”, livro em que Renata de Almeida recupera os bastidores do festival, que chega aos 50 anos.

A publicação dedica um capítulo a cada edição desde 1989, ano em que a autora ingressou na equipe e iniciou a parceria profissional e o casamento com o fundador da Mostra, Leon Cakoff, morto em 2011. Os relatos detalham a logística pré-internet, quando a captação de títulos exigia o envio de mensagens por telex e ligações de madrugada para negociar com produtores, além de disputas para liberar rolos de filme retidos na alfândega.

A convivência com os convidados estrangeiros em São Paulo sustenta a outra frente das memórias. Em 1992, por exemplo, um ainda desconhecido Quentin Tarantino veio apresentar “Cães de Aluguel” e passou dias assistindo a sessões seguidas no meio da plateia.

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