Do Cinema Novo aos sucessos dos anos 2000, a Tela Brasil (https://telabrasil.cultura.gov.br/) estreou reunindo diferentes fases do audiovisual nacional em um único catálogo. O novo streaming público gratuito entrou no ar com mais de 500 obras e acabou funcionando também como uma vitrine da história do cinema brasileiro, misturando clássicos restaurados, filmes indicados ao Oscar, documentários musicais e produções recentes que circularam por festivais internacionais.
Entre os títulos mais influentes disponíveis está “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha, considerado um dos marcos do Cinema Novo. Outro clássico presente é “Xica da Silva” (1976), dirigido por Cacá Diegues, além de “A Noite do Espantalho” (1974), de Sérgio Ricardo. O catálogo também inclui “A Hora da Estrela” (1985), adaptação da obra de Clarice Lispector dirigida por Suzana Amaral, uma das produções mais importantes dos anos 1980.
A seleção dedicada aos filmes brasileiros indicados ao Oscar reúne “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto, e “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), dirigido por Bruno Barreto. Já os anos 2000 aparecem representados por produções que ajudaram a ampliar a presença do cinema brasileiro no circuito internacional, como “Carandiru” (2003), de Hector Babenco, “Olga” (2004), de Jayme Monjardim, “Quase Dois Irmãos” (2004), de Lúcia Murat, e “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes.
O catálogo ainda abre espaço para produções mais recentes e títulos independentes, como “As Duas Irenes” (2017), de Fábio Meira, “Inabitável” (2020), de Enock Carvalho e Matheus Farias, além de “Mergulho” (2022), de Marton Olympio e Anderson Jesus.
Os documentários também ocupam parte importante da plataforma. Entre eles estão “Divinas Divas” (2016), dirigido por Leandra Leal, “Barão Vermelho: Por Que a Gente É Assim?” (2017), “My Name Is Now”, sobre Elza Soares, e “Um Filme de Cinema” (2017), de Walter Carvalho.
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