“Obsessão” deixou de ser apenas uma surpresa de bilheteria para se tornar um dos filmes de terror mais comentados de 2026. O longa dirigido por Curry Barker, cineasta de 26 anos que começou produzindo vídeos independentes na internet, mistura terror sobrenatural e romance obsessivo para construir uma história sobre carência emocional, desejo de controle e perda de autonomia. O longa alcançou 95% de aprovação dos críticos e do público no agregador Rotten Tomatoes.
A trama de “Obsessão” acompanha um jovem tímido, interpretado por Michael Johnston, que utiliza um amuleto sobrenatural para fazer com que sua amiga Nikki, papel de Inde Navarrette, se apaixone por ele. O efeito, porém, transforma a relação em um pesadelo. Nikki passa a agir de maneira cada vez mais instável, possessiva e violenta, enquanto sua própria personalidade desaparece.
“Obsessão” desconstrói clichês das comédias românticas. Grande parte da repercussão surgiu justamente da forma como o filme desmonta a imagem clássica do “bom rapaz” romântico. Em vez de apresentar insistência e obsessão como prova de amor, “Obsessão” trata o desejo de posse como uma força destrutiva. O longa passou a ser associado a discussões sobre dependência emocional, consentimento e a romantização de comportamentos invasivos.
A atuação de Navarrette virou um dos pontos mais elogiados do projeto. O filme alterna momentos de vulnerabilidade e violência explícita enquanto acompanha a deterioração física e psicológica da personagem. Em muitas cenas, o horror não surge apenas dos sustos, mas da sensação de que Nikki perde gradualmente a capacidade de decidir por si mesma.
Com custo estimado em menos de 1 milhão de dólares, “Obsessão” está próximo de ultrapassar a marca de 100 milhões de dólares na bilheteria norte-americana. Projeções indicam potencial para atingir mais de 200 milhões de dólares globalmente.
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