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Há 10 anos, a HBO exibia o último episódio da série “The Sopranos”, encerrando uma das produções mais influentes da história da televisão. Nos Estados Unidos, a despedida da trama sobre uma família de mafiosos foi acompanhada por cerca de 12 milhões de lares, número expressivo para uma série de TV por assinatura.

Criada por David Chase, a produção acompanhava a vida de Tony Soprano, um chefe da máfia de Nova Jersey que tentava equilibrar os negócios criminosos da família com conflitos domésticos e crises emocionais. A série transformou o gênero policial ao combinar violência e discussões sobre poder e saúde mental.

Exibida entre 1999 e 2007, “The Sopranos” teve seis temporadas e ajudou a redefinir o padrão de qualidade da televisão dramática norte-americana. Ao longo de sua trajetória, conquistou amplo reconhecimento da crítica e venceu mais de 20 prêmios Emmy, incluindo categorias centrais como Melhor Série Dramática, Melhor Ator para James Gandolfini e Melhor Atriz para Edie Falco.

O programa é considerado por muitos a melhor série dramática de todos os tempos (apesar do final polêmico; vídeo acima). Para decifrar as razões de seu sucesso, diversos estudos acadêmicos vêm sendo produzidos.

Boa parte dessas análises foi reunida em “Reading The Sopranos” (“Lendo os Sopranos”), coletânea de ensaios que examina a série sob diferentes perspectivas. Os textos discutem temas como masculinidade, relações familiares e o retrato da crise moral apresentado pela obra de Chase.

Outro livro dedicado ao fenômeno é “This Thing of Ours”, organizado por David Lavery, professor de estudos televisivos da Universidade Brunel, nos Estados Unidos. O título faz referência à expressão usada pelos personagens para se referir à máfia, “This Thing of Ours” (“Essa coisa nossa”), uma espécie de código interno da organização criminosa retratada na série.

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