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Em tempos de frenesi, a simplicidade vira abrigo. Há cinco anos, “A Máquina” chegava à telona. A criação de Adriana Falcão segue lembrando que a vida também acontece na delicadeza da imaginação.

A Máquina” acompanha Antônio, um homem apaixonado que deseja mostrar o mundo à mulher que ama. Diante da impossibilidade de tirá-la dali, ele decide fazer o próprio mundo chegar até ela. Essa premissa celebra a capacidade humana de reinventar a realidade mesmo em cenários limitados.

O longa foi dirigido por João Falcão e adaptado da obra de sua esposa, Adriana Falcão. A conexão deles na arte mistura humor, melancolia e linguagem poética.

Na versão cinematográfica, Antônio jovem é interpretado por Gustavo Falcão, enquanto Mariana Ximenes vive Karina, dona do seu afeto. O elenco ainda reúne nomes como Wagner Moura, Lázaro Ramos e Vladimir Brichta.

A presença desses atores carrega um significado especial. Na montagem teatral original de “A Máquina“, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Vladimir Brichta e o próprio Gustavo Falcão dividiam o papel de Antônio.

Alguns personagens ficam. Não porque a história seja grandiosa, mas porque algo neles reconhece algo em nós. “A Máquina” nos apresenta um deles. Obrigado, Antônio de Dona Nazaré.

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