Raccord

Conectando imagens por meio de críticas, notícias e tutoriais. Filmes e séries são as atrações principais, mas outras artes visuais também entram em cartaz.

  • Para Tom Cruise, dominar a atuação passa também por compreender os bastidores da produção. O astro afirma que incentiva outros atores a frequentarem a sala de edição e estudarem filmes de diferentes épocas para entender como cada escolha técnica influencia o resultado na tela.

    Entre os aspectos que considera essenciais estão enquadramento, composição, lentes e iluminação. Como exemplo, Cruise citou Marlon Brando em “O Poderoso Chefão”, dizendo que o ator conhecia o trabalho do diretor de fotografia Gordon Willis e sabia como esses elementos afetavam sua interpretação diante da câmera.

  • Uma das surpresas do segundo episódio de “Stuart Fails to Save the Universe” é a volta de Kaley Cuoco em uma versão alternativa de Penny, bem diferente da personagem conhecida pelo público. Líder de um grupo de resistência em um universo paralelo, ela adota um comportamento mais frio e confrontador.

    A caracterização lembra Katie, personagem interpretada por Amanda Walsh no piloto original de “The Big Bang Theory”, rejeitado pela CBS antes da estreia da série. Na versão exibida anos depois, Kaley Cuoco assumiu o papel em uma reformulação que transformou Penny em uma figura mais acolhedora e aproximou a dinâmica entre os protagonistas.

  • Não me lembro de nada que tenha me dado tanto e tão constante prazer desde a infância quanto o cinema — incluindo aí mamadeiras, primas e gibis. A segunda melhor coisa que você pode fazer no escuro é ver um filme. A primeira é ver um grande filme. Obrigado, cinema.” Essa frase de Luís Fernando Veríssimo é uma forma perfeita de iniciar uma reflexão sobre o cinema e seu impacto.

    Mas afinal, o que é um grande filme? O cineasta Jean-Luc Godard oferece uma definição que convida à profundidade: “Há dois níveis de conteúdo em um filme — o visível e o invisível. O que está diante da câmera é o visível. Se não há nada além disso, está-se fazendo televisão. Os verdadeiros filmes são aqueles que contêm algo invisível — algo que pode ser percebido entre o visível, sentido porque a parte visível foi pensada de modo específico.”

    Essa ideia levanta outra questão: como se faz um grande filme? Quando questionado por um estudante, o diretor Jean-Pierre Melville respondeu de forma direta e precisa: “50% é a história, 50% são os atores, 50% é a direção de arte, 50% é a fotografia, 50% é a montagem, e assim por diante. Se qualquer um desses elementos falha, você compromete metade do filme.”

    Essa multiplicidade de fatores evidencia o cuidado e a complexidade que sustentam a criação cinematográfica. O cinema, aliás, é uma arte singular, como bem observa o escritor Guillermo Cabrera Infante: “O cinema é um fenômeno narrativo curioso. É superior à literatura. Não é um romance, mas narra como um romance. Não é uma coleção de pinturas e fotografias, mas contém também fotografias e pinturas. O cinema é a invenção do século 20.”

    Para muitos, o amor pelo cinema é algo coletivo, mas o envolvimento é profundamente pessoal. Na série Dawson’s Creek, a personagem principal, que compartilha esse fascínio, responde à pergunta sobre o que a atrai nos filmes: “Não somos nós que escolhemos nossas paixões, elas nos escolhem.

    E no silêncio da tela, encontro meu lugar. Obrigado por me escolher, cinema, e por fazer da minha vida uma história a ser contada.

  • A 78ª cerimônia do Emmy Awards acontece em 14 de setembro. “The Pitt” lidera com folga, “Hacks” bate recorde de indicações para uma comédia em sua temporada final, e nomes como “Pluribus” e “O Segredo de Widow’s Bay” confirmam a força da Apple TV+ nesta temporada. Abaixo, os indicados organizados por plataforma.

    HBO Max

    • “The Pitt” • 25 indicações
    • “Hacks” • 24 indicações
    • “DTF St. Louis” • 13 indicações
    • “A Knight of the Seven Kingdoms” • 9 indicações
    • “The Gilded Age” • 8 indicações
    • “Euphoria” • 7 indicações
    • “Task”
    • “The Comeback”

    Apple TV+

    • “O Segredo de Widow’s Bay” • 19 indicações
    • “Pluribus” • 18 indicações
    • “Slow Horses” • 9 indicações
    • “Falando a Real” (“Shrinking”) • 9 indicações
    • “Margô Está em Apuros” • 8 indicações
    • “Your Friends & Neighbors”
    • “The Morning Show”

    Netflix

    • “Treta” (“Beef”) • 16 indicações
    • “The Beast in Me” • 9 indicações
    • “Black Rabbit” • 7 indicações
    • “Monstro: A História de Ed Gein” • 7 indicações
    • “The Diplomat” • 7 indicações
    • “Nobody Wants This”
    • “The Four Seasons”
    • “Death by Lightning”
    • “Remarkably Bright Creatures”

    Disney+

    • “The Bear” • 8 indicações
    • “Paradise” • 7 indicações
    • “Abbott Elementary” • 7 indicações
    • “Only Murders in the Building”
    • “The Testaments”
    • “História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette”
    • “Wonder Man”

    Prime Video

    • “All Her Fault” • 7 indicações
    • “Bait”

  • O Emmy 2026 concentrou suas principais indicações em poucas produções. “The Pitt” lidera a disputa com 25 nomeações, seguida por “Hacks”, que alcançou 24 e estabeleceu um novo recorde entre as comédias. Na sequência aparecem “O Segredo de Widow’s Bay” (19), “Pluribus” (18), “Treta” (16) e “DTF St. Louis” (13).

    As produções líderes estão distribuídas entre diferentes plataformas: “The Pitt” e “Hacks” são da HBO Max, “Treta” está na Netflix, enquanto “O Segredo de Widow’s Bay” e “Pluribus” integram o catálogo da Apple TV+.

    Melhor série de drama

    • “A Knight of the Seven Kingdoms”
    • “Paradise”
    • “Pluribus”
    • “Slow Horses”
    • “The Diplomat”
    • “The Gilded Age”
    • “The Pitt”
    • “Your Friends and Neighbors”

    Melhor ator em série de drama

    • Gary Oldman, “Slow Horses”
    • Mark Ruffalo, “Task”
    • Noah Wyle, “The Pitt”
    • Rufus Sewell, “The Diplomat”
    • Sterling K. Brown, “Paradise”

    Melhor atriz em série de drama

    • Carrie Coon, “The Gilded Age”
    • Chase Infiniti, “The Testaments”
    • Keri Russell, “The Diplomat”
    • Rhea Seehorn, “Pluribus”
    • Zendaya, “Euphoria”

    Melhor ator coadjuvante em série de drama

    • Billy Crudup, “The Morning Show”
    • Carlos-Manuel Vesga, “Pluribus”
    • Gerran Howell, “The Pitt”
    • Jack Lowden, “Slow Horses”
    • Patrick Ball, “The Pitt”
    • Shawn Hatosy, “The Pitt”
    • Tom Pelphrey, “Task”

    Melhor atriz coadjuvante em série de drama

    • Allison Janney, “The Diplomat”
    • Fiona Dourif, “The Pitt”
    • Karolina Wydra, “Pluribus”
    • Katherine LaNasa, “The Pitt”
    • Julianne Nicholson, “Paradise”
    • Sepideh Moafi, “The Pitt”
    • Taylor Dearden, “The Pitt”

    Melhor direção em série de drama

    • Hanelle M. Culpepper, “Paradise”
    • Noah Wyle, “The Pitt”
    • Salli Richardson-Whitfield, “Task”
    • Salli Richardson-Whitfield, “The Gilded Age”
    • Saul Metzstein, “Slow Horses”
    • Vince Gilligan, “Pluribus”

    Melhor roteiro em série de drama

    • Brad Ingelsby, “Task”
    • Debora Cahn, “The Diplomat”
    • Kirsten Pierre-Geyfman e R. Scott Gemmill, “The Pitt”
    • Valerie Chu, “The Pitt”
    • Vince Gilligan, “Pluribus”
    • Will Smith, “Slow Horses”

    Melhor série de comédia

    • “Abbott Elementary”
    • “Falando a Real”
    • “Hacks”
    • “Margô Está em Apuros”
    • “Nobody Wants This”
    • “Only Murders in the Building”
    • “O Segredo de Widow’s Bay”
    • “The Bear”

    Melhor atriz em série de comédia

    • Ayo Edebiri, “The Bear”
    • Elle Fanning, “Margô Está em Apuros”
    • Jean Smart, “Hacks”
    • Lisa Kudrow, “The Comeback”
    • Quinta Brunson, “Abbott Elementary”

    Melhor ator em série de comédia

    • Jason Segel, “Falando a Real”
    • Martin Short, “Only Murders in the Building”
    • Matthew Rhys, “O Segredo de Widow’s Bay”
    • Steve Carell, “Rooster”
    • Yahya Abdul-Mateen, “Wonder Man”

    Melhor ator coadjuvante em série de comédia

    • Colman Domingo, “The Four Seasons”
    • Harrison Ford, “Falando a Real”
    • Michael Urie, “Falando a Real”
    • Nick Offerman, “Margô Está em Apuros”
    • Paul W. Downs, “Hacks”
    • Stephen Root, “O Segredo de Widow’s Bay”
    • Tyler James Williams, “Abbott Elementary”

    Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

    • Dale Dickey, “O Segredo de Widow’s Bay”
    • Hannah Einbinder, “Hacks”
    • Janelle James, “Abbott Elementary”
    • Jessica Williams, “Falando a Real”
    • Kate O’Flynn, “O Segredo de Widow’s Bay”
    • Megan Stalter, “Hacks”
    • Michelle Pfeiffer, “Margô Está em Apuros”

    Melhor direção em série de comédia

    • Andrew DeYoung, “The Chair Company”
    • Christopher Storer, “The Bear”
    • Hiro Murai, “O Segredo de Widow’s Bay”
    • Lucia Aniello, “Hacks”
    • Mary Lou Belli, “The Ms. Pat Show”
    • Randall Einhorn, “Abbott Elementary”

    Melhor roteiro em série de comédia

    • Anthony King, “Na Mira do Júri: Retiro Corporativo”
    • Katie Dippold, “O Segredo de Widow’s Bay”
    • Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky, “Hacks”
    • Michael Patrick Wing e Lisa Kudrow, “The Comeback”
    • Quinta Brunson, “Abbott Elementary”
    • Tim Robinson e Zach Kanin, “The Chair Company”

    Melhor minissérie ou antologia

    • “All Her Fault”
    • “DTF St. Louis”
    • “História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette”
    • “The Beast in Me”
    • “Treta”

    Melhor ator em minissérie, antologia ou filme para TV

    • Charlie Hunnam, “Monstro: A História de Ed Gein”
    • Jason Bateman, “Black Rabbit”
    • Matthew Rhys, “The Beast in Me”
    • Oscar Isaac, “Treta”
    • Riz Ahmed, “Bait”

    Melhor atriz em minissérie, antologia ou filme para TV

    • Carey Mulligan, “Treta”
    • Claire Danes, “The Beast in Me”
    • Sally Field, “Remarkably Bright Creatures”
    • Sarah Pidgeon, “História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette”
    • Sarah Snook, “All Her Fault”

    Melhor ator coadjuvante em minissérie, antologia ou filme para TV

    • Charles Melton, “Treta”
    • David Harbour, “DTF St. Louis”
    • Jason Bateman, “DTF St. Louis”
    • Nick Offerman, “Death by Lightning”
    • Richard Gadd, “Half Man”
    • Richard Jenkins, “DTF St. Louis”

    Melhor atriz coadjuvante em minissérie, antologia ou filme para TV

    • Constance Zimmer, “História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette”
    • Dakota Fanning, “All Her Fault”
    • Joy Sunday, “DTF St. Louis”
    • Laurie Metcalf, “Monstro: A História de Ed Gein”
    • Linda Cardellini, “DTF St. Louis”
    • Youn Yuh-jung, “Treta”

    Melhor direção em minissérie, antologia ou filme para TV

    • Jake Schreier, “Treta”
    • Jason Bateman, “Black Rabbit”
    • Lee Sung Jin, “Treta”
    • Steven Conrad, “DTF St. Louis”

    Melhor roteiro em minissérie, antologia ou filme para TV

    • Gabe Rotter e Daniel Pearle, “The Beast in Me”
    • Lee Sung Jin, “Treta”
    • Megan Gallagher, “All Her Fault”
    • Mike Makowsky, “Death by Lightning”
    • Steven Conrad, “DTF St. Louis”

    Programa de competição

    • “Dancing With the Stars”
    • “RuPaul’s Drag Race”
    • “Survivor”
    • “The Traitors”
    • “Top Chef”

    Programa de variedades

    • “Jimmy Kimmel Live!”
    • “Last Week Tonight With John Oliver”
    • “Saturday Night Live”
    • “The Daily Show”
    • “The Late Show With Stephen Colbert”

  • O último episódio da primeira temporada de “Widow’s Bay” encerra parte dos mistérios da ilha, mas abre caminho para conflitos ainda maiores na continuação da série. O desfecho revela que a antiga maldição envolvendo a família fundadora está longe de ser resolvida e coloca o prefeito Tom Loftis diante da decisão mais difícil de sua vida.

    Ao longo da temporada, Tom acreditava que bastaria eliminar a última descendente de Richard Warren, fundador de Widow’s Bay, para romper o pacto que mantém a ilha amaldiçoada. A revelação final, porém, muda completamente esse cenário: Ruth escondeu durante décadas que era mãe biológica da falecida esposa de Tom. Com isso, Evan, filho do prefeito, passa a ser o último herdeiro da linhagem, transformando o protagonista em alguém dividido entre salvar o próprio filho ou libertar a cidade da maldição.

    O episódio também amplia a mitologia da série ao revelar que os túneis subterrâneos escondem uma criatura alimentada por sacrifícios humanos. Um antigo sistema criado pelos moradores para conter a ameaça parece voltar a funcionar após a morte de um homem nos corredores sob a ilha. No encerramento, o sino da cidade toca oito vezes, indicando que novas vidas serão exigidas pela entidade.

    Em entrevista ao Deadline, a criadora Katie Dippold afirmou que a segunda temporada aprofundará os segredos dos túneis e da criatura escondida sob Widow’s Bay. Segundo ela, Tom precisará lidar com a descoberta de que o filho jamais poderá deixar a ilha e com as consequências caso os moradores descubram que Evan é o último descendente da família Warren. A roteirista também confirmou que o funcionamento do sistema de sacrifícios e a identidade da entidade serão explorados nos próximos episódios.

  • A terceira temporada de “Silo”, que estreou sexta na Apple TV, marca uma mudança importante na narrativa da série. Pela primeira vez, a história alterna o futuro vivido por Juliette Nichols com acontecimentos que antecederam a construção dos silos, revelando como nasceu o projeto que redefiniu o destino da humanidade.

    A nova linha do tempo apresenta o congressista Daniel Keene e a jornalista Helen Drew, que investigam uma conspiração após um ataque com bomba radiológica atribuído ao Irã. A temporada também introduz Charlotte Keene, irmã de Daniel, cuja perda de memória estabelece um paralelo direto com Juliette.

    Segundo o criador Graham Yost, essa estrutura permitirá revelar como nasceu o projeto dos silos e por que seus moradores vivem há gerações sem conhecer a própria história. A terceira temporada será a penúltima da série, que já tem um quarto e último ano confirmado.

  • Em um mundo no qual conhecer o passado é um crime e viver acima do solo significa morrer, “Silo” chega a um momento decisivo de sua história. A nova temporada, lançada ontem pela Apple TV+, começa a revelar como nasceu o projeto que confinou os últimos sobreviventes da humanidade em enormes abrigos subterrâneos.

    Criada por Graham Yost, de “Justified”, e baseada na trilogia de Hugh Howey, “Silo” reúne Rebecca Ferguson, Tim Robbins, Common, Harriet Walter e Chinaza Uche. Os novos episódios também apresentam Jessica Henwick, Ashley Zukerman, Colin Hanks e Jessica Brown Findlay, protagonistas da nova linha do tempo que mostrará os acontecimentos que antecederam a construção dos silos e o colapso da civilização.

    No universo de “Silo”, cerca de 10 mil pessoas vivem em um abrigo subterrâneo dividido por andares, no qual a posição de cada morador define seu papel na sociedade. A ordem é mantida por um rígido sistema de controle que limita o acesso ao passado e regula até decisões pessoais, como a autorização para ter filhos. Ao investigar uma sequência de mortes aparentemente desconectadas, Juliette Nichols começa a descobrir que a organização daquele mundo esconde uma conspiração muito maior.

    Antes dos novos episódios, vale lembrar onde a história parou. A partir daqui, o texto contém spoilers das duas primeiras temporadas. Ao longo desse período, Juliette Nichols descobriu que o abrigo onde cresceu é apenas um entre 50 silos construídos séculos antes. Sua investigação também revelou que rebeliões em outras instalações terminaram com massacres ou com o apagamento da memória dos sobreviventes, enquanto Bernard tentava impedir que o Silo 18 seguisse o mesmo caminho.

    A segunda temporada terminou com Juliette retornando ao seu silo após desvendar parte da verdade em uma instalação vizinha e enfrentar Bernard na câmara de descontaminação. Nos minutos finais, a série surpreendeu ao apresentar uma nova linha do tempo, ambientada antes do confinamento da humanidade. É desse ponto que parte a terceira temporada. Com dez episódios, o novo ano será o penúltimo da série, que já tem uma quarta e última temporada confirmada.

  • “O Segredo de Widow’s Bay” se consolidou como uma das séries de maior repercussão de 2026. A produção recebeu elogios da crítica pela forma como desenvolve seus personagens sem perder o fio do mistério, enquanto o público passou a alimentar teorias sobre os acontecimentos da ilha a cada novo episódio. A repercussão levou a Apple TV+ a renovar a série antes mesmo do fim da primeira temporada.

    Criada por Katie Dippold, roteirista de “Parks and Recreation” e do filme “As Bem-Armadas”, a trama acompanha Tom Loftis, interpretado por Matthew Rhys, prefeito de uma pequena ilha que tenta transformá-la em destino turístico, apesar da fama de ser amaldiçoada. A série dialoga com clássicos como “Tubarão”, “Twin Peaks”, mas nunca soa como uma simples homenagem. As referências servem de ponto de partida para uma história com identidade própria, conduzida por personagens excêntricos e um mistério que avança sustentado pelo humor.

    Como Patricia, Kate O’Flynn reúne alguns dos momentos mais marcantes da série e virou uma das favoritas do público. A atriz alterna humor e melancolia com naturalidade, transformando Patricia em uma figura tão imprevisível quanto cativante. Matthew Rhys conduz a trama com um prefeito dividido entre o ceticismo e os acontecimentos cada vez mais inexplicáveis da ilha. Ao seu lado, Stephen Root dá vida ao pescador Wyck Crawford, um dos principais guardiões das antigas lendas locais. Já Dale Dickey e Kevin Carroll ajudam a dar personalidade ao universo de “Widow’s Bay”.

    Vários episódios têm direção de Hiro Murai, conhecido por “Atlanta”, “Station Eleven” e “Sr. e Sra. Smith”. O cineasta afirmou que o maior desafio era fazer a comédia e o horror coexistirem sem que um enfraquecesse o outro. No mês passado, a série liderou por semanas consecutivas o ranking do JustWatch entre as produções mais assistidas no Canadá. Com isso, “Widow’s Bay” passou a integrar a lista dos títulos de maior repercussão da Apple TV+, ao lado de “Ruptura”, “Silo” e “For All Mankind”.

  • Um espectador se levanta, caminha até a saída e permanece assistindo. A cena, descrita por Matt Damon ao relembrar a estreia de Taxi Driver em Nova York, sintetiza a forma como o público se relaciona com um filme dentro da sala.

    Em entrevista ao podcast The Joe Rogan Experience, o ator contou que, mesmo perturbadas, algumas pessoas não deixaram a exibição. Ficaram próximas à porta, acompanhando a projeção até o fim, ao lado de outros espectadores na mesma condição.

    Para Damon, o episódio mostra que o desconforto não rompe o vínculo com a obra. Ele observou que, no streaming, a lógica tende a ser mais imediata. Diante da mesma reação, o espectador pode simplesmente interromper o filme e passar para outro conteúdo, sem prolongar essa relação.