Conectando imagens por meio de críticas, notícias e tutoriais. Filmes e séries são as atrações principais, mas outras artes visuais também entram em cartaz.
No vídeo, dicas para criar o visual típico de captações com drones, mesmo sem possuir o equipamento. Além de representar uma alternativa financeira, o tutorial da cineasta Karen X propõe soluções práticas para ambientes onde o uso de drones é inviável.
Onde a legislação veta voo em perímetros controlados, a lógica de captura é replicada com ferramentas simples. Pipas assumem a função de ganho de altitude, enquanto varas de pesca permitem descidas verticais em plongée sobre a água.
Para emular a estabilização de movimentos lineares, a gravidade passa a operar em sistemas de tirolesa improvisados, e hastes extensoras simulam o deslocamento linear rente ao solo. Essa abordagem elimina tanto a instabilidade quanto o risco de infração aérea, validando a estética de sobrevoo com um custo operacional mínimo.
Quando o catálogo impresso da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo atrasava e só ficava pronto com o evento já em curso, o público podia comprar ingresso sabendo apenas a nacionalidade do filme. Esse tipo de imprevisto aparece em “Antes que Eu Me Esqueça”, livro em que Renata de Almeida recupera os bastidores do festival, que chega aos 50 anos.
A publicação dedica um capítulo a cada edição desde 1989, ano em que a autora ingressou na equipe e iniciou a parceria profissional e o casamento com o fundador da Mostra, Leon Cakoff, morto em 2011. Os relatos detalham a logística pré-internet, quando a captação de títulos exigia o envio de mensagens por telex e ligações de madrugada para negociar com produtores, além de disputas para liberar rolos de filme retidos na alfândega.
A convivência com os convidados estrangeiros em São Paulo sustenta a outra frente das memórias. Em 1992, por exemplo, um ainda desconhecido Quentin Tarantino veio apresentar “Cães de Aluguel” e passou dias assistindo a sessões seguidas no meio da plateia.
Um levantamento do Rotten Tomatoes calculou que Tom Cruise já correu cerca de 9,9 quilômetros em cena durante 45 anos de carreira no cinema. A análise considerou 46 filmes e encontrou as maiores médias de aprovação da crítica e de bilheteria entre aqueles em que o ator percorre mais de 300 metros.
Nesse grupo, os filmes registram média de 76,6% no Tomatometer e bilheteria mundial média de US$ 483 milhões. Quando Cruise não corre, a aprovação cai para 59,4%, e a arrecadação média fica em US$ 113 milhões. Nas produções em que ele corre até cerca de 150 metros, as médias são de 60% e US$ 166 milhões. Entre cerca de 150 e 305 metros, sobem para 67,1% e US$ 331 milhões.
Para chegar a esses valores, o Rotten Tomatoes cronometrou cada corrida de Cruise em cena e converteu o tempo em distância supondo uma velocidade constante de cerca de 4,5 metros por segundo. O recorde aparece em “Missão: Impossível III”, de 2006, no qual Cruise teria percorrido cerca de 979 metros. “Missão: Impossível: Protocolo Fantasma”, de 2011, vem em seguida, com aproximadamente 935 metros.
A relação tem exceções, como “Jack Reacher: Sem Retorno” (2016) e “A Múmia” (2017), nos quais Cruise corre mais de 305 metros, mas a aprovação no Tomatometer ficou em 38% e 15%, respectivamente.
Em 2005, enquanto Sofia Coppola filmava “Maria Antonieta” no Palácio de Versalhes, Eleanor Coppola acompanhava o trabalho da filha com uma câmera. Ao longo da produção, registrou cerca de 80 horas de imagens que permaneceram guardadas por quase duas décadas. Parte desse material agora chega ao público em “Making Marie Antoinette”, documentário de 86 minutos dirigido por Eleanor.
Registrar os bastidores de um filme não era novidade para ela. Durante a produção de “Apocalypse Now”, Eleanor documentou o conturbado trabalho do marido, Francis Ford Coppola, material que anos depois deu origem a “Francis Ford Coppola: O Apocalipse de um Cineasta”, lançado em 1991. Desta vez, sua câmera acompanhava Sofia, então com 34 anos, comandando uma produção de época de 40 milhões de dólares. As filmagens duraram 57 dias.
Eleanor e Sofia retomaram o material durante o confinamento da pandemia e começaram a trabalhar no documentário. Eleanor morreu em 2024, antes de concluí-lo. Sofia então terminou o filme ao lado do montador Aaron Matthews e de Davia Nelson e Liz Bird, amigas da mãe. A atriz Diane Lane participa lendo trechos dos diários escritos por Eleanor durante as filmagens.
Em 12 de outubro de 2001, “Cidade dos Sonhos” estreou nos cinemas dos Estados Unidos, meses depois de David Lynch dividir o prêmio de direção no Festival de Cannes com Joel Coen, por “O Homem que Não Estava Lá”.
O filme havia começado como um projeto para a televisão. Lynch concebeu a história como uma série, mas a ABC recusou o piloto. O projeto ganhou novo financiamento e, em 2000, o diretor escreveu cenas adicionais para transformar o material em um longa-metragem.
Naomi Watts interpreta Betty, uma aspirante a atriz que chega a Los Angeles e conhece Rita, vivida por Laura Harring. Após sobreviver a um acidente, Rita perde a memória, e as duas tentam descobrir sua identidade. A investigação ocupa a primeira parte do filme. Depois, a narrativa passa a apresentar os personagens sob outra perspectiva. Justin Theroux, Ann Miller e Robert Forster também estão no elenco.
O trabalho rendeu a Lynch uma indicação ao Oscar de melhor direção. Em 2016, uma pesquisa da BBC com 177 críticos de diferentes países elegeu “Cidade dos Sonhos” o melhor filme do século 21.
No Brasil, uma versão restaurada em 4K voltou aos cinemas em abril de 2025, três meses após a morte de Lynch.
“Normal People” estreou em 2020, durante o confinamento da pandemia, e Daisy Edgar-Jones acompanhou boa parte da repercussão de casa, concedendo entrevistas por videochamada. Só meses depois ela conseguiu assistir à minissérie ao lado de colegas do elenco.
No verão europeu daquele ano, quando as restrições começaram a permitir encontros, Daisy se reuniu com Paul Mescal, intérprete de Connell, e India Mullen, que vive Peggy. Durante a sessão, os três criaram um jogo de bebidas a partir de características recorrentes da série. As hesitações de Connell, que muitas vezes interrompe as próprias frases, viraram uma das regras. Outra surgiu da maneira melancólica como Marianne costuma dizer o nome dele. A corrente prateada usada pelo personagem também entrou na brincadeira: cada aparição rendia mais um gole.
Daisy contou que o jogo fazia efeito rapidamente justamente porque esses elementos aparecem muitas vezes ao longo dos episódios.
Baseada no romance de Sally Rooney, “Normal People” acompanha Marianne e Connell desde os anos de escola, numa pequena cidade irlandesa, até a universidade em Dublin. Ao longo desse período, os dois vivem sucessivas aproximações e afastamentos.
O diálogo é uma das ferramentas mais poderosas na construção de uma narrativa envolvente, aponta o canal The Closer Look. Mais do que uma simples troca de palavras, ele impulsiona a história, revela camadas dos personagens e mantém o público imerso na trama.
O aspecto inicial a se considerar é que um diálogo se torna mais impactante quando incorpora conflitos e tensões, adicionando profundidade e significado à interação.
Outra questão relevante é que um diálogo eficaz precisa ter um propósito claro. Ele pode fornecer informações cruciais para o enredo, aprofundar a caracterização dos personagens, gerar humor ou até mesmo combinar várias funções ao mesmo tempo. Um diálogo sem propósito ou sem nuances pode soar artificial e desinteressante, comprometendo a imersão do público.
Um elemento igualmente essencial é o subtexto – aquilo que não é dito diretamente, mas que transparece nas entrelinhas. O bom uso desse recurso traz profundidade à conversa e evita diálogos expositivos e forçados. Quando bem aplicado, ele cria tensão e dá ao público a chance de interpretar as reais intenções dos personagens.
Embora o diálogo não precise imitar fielmente a fala cotidiana, ele deve soar autêntico. Conversas do dia a dia costumam ser dispersas e cheias de pausas desnecessárias, enquanto um bom diálogo é objetivo e carregado de intenção. Isso não significa que ele deva ser rígido. Ao contrário, digressões podem ser naturais, desde que sirvam ao propósito da cena.
Na maioria dos gêneros, o diálogo deve parecer uma conversa realista, mas na comédia há mais liberdade para explorar o inusitado e exagerar situações em nome do humor.
Para quem deseja aprimorar a escrita de diálogos, o vídeo recomenda a leitura de Sobre a Escrita, de Stephen King.
Em 22 de setembro de 1994, “Friends” estreou na televisão americana com Rachel Green entrando na cafeteria Central Perk ainda vestida de noiva, depois de abandonar o próprio casamento. A cena não apenas apresentava uma das protagonistas, mas também estabelecia a dinâmica que sustentaria a série: seis amigos construindo juntos uma vida em Nova York e formando, pouco a pouco, uma espécie de família escolhida.
Criada por David Crane e Marta Kauffman, a série teve dez temporadas e 236 episódios, acompanhando Rachel, Monica, Phoebe, Joey, Chandler e Ross. O piloto foi dirigido por James Burrows, um dos nomes mais importantes da comédia americana na TV, responsável também por episódios de “Taxi”, “Cheers” e “Frasier”. Burrows, que morreu em junho deste ano, aos 85 anos, dirigiu 15 episódios de “Friends” entre 1994 e 1998.
Ao longo de uma década, “Friends” recebeu 62 indicações ao Emmy e venceu seis. Em 2002, conquistou o prêmio de melhor série de comédia, e Jennifer Aniston venceu como melhor atriz. Lisa Kudrow havia sido premiada como atriz coadjuvante em 1998.
O sucesso também atraiu nomes conhecidos. Julia Roberts, George Clooney, Brad Pitt, Sean Penn e Bruce Willis estiveram entre os convidados. Willis ganhou um Emmy em 2000 por interpretar Paul Stevens, enquanto Christina Applegate recebeu o prêmio em 2003 como Amy, irmã de Rachel.
Crane e Kauffman comandaram “Friends” ao lado de Kevin S. Bright e, enquanto a série estava no ar, também estiveram envolvidos em outras comédias, como “Veronica’s Closet”, estrelada por Kirstie Alley, e “Jesse”, com Christina Applegate. Depois, seguiram caminhos separados. Kauffman criaria “Grace and Frankie” com Howard J. Morris, enquanto Crane faria “Episodes” com Jeffrey Klarik, estrelada por Matt LeBlanc como uma versão de si mesmo. LeBlanc ganhou o Globo de Ouro pelo papel.
O universo de “Friends” ainda ganhou “Joey”, lançada em 2004, após o encerramento da série. A produção levou Joey Tribbiani para Los Angeles, onde ele tentava avançar na carreira de ator. Sem Crane e Kauffman entre os criadores, mas com Kevin S. Bright na produção, a derivada durou duas temporadas.
“Friends” chegou ao fim em 6 de maio de 2004. O último episódio foi acompanhado por 52,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos.
“Limite”, o único filme que Mário Peixoto concluiu, volta às livrarias. Acaba de sair uma edição ampliada de “Mapa de ‘Limite’, filme de Mário Peixoto”, em que Saulo Pereira de Mello reconstitui o longa plano a plano em mais de 1.600 quadros. O volume também recria em desenho uma sequência de cerca de 30 segundos que se perdeu. Foi Mello quem concluiu, em 1971, a primeira restauração do filme, numa iniciativa de seu professor Plínio Süssekind Rocha.
Rodado em 1930, “Limite” estreou em 1931 no Rio de Janeiro, mas nunca teve distribuição comercial. Mudo e experimental, surgiu quando o som já tomava conta das telas. A Cinemateca Brasileira o elegeu o melhor filme brasileiro em 1988, escolha repetida por críticos consultados pela Folha de São Paulo em 1995 e pela Abraccine em 2015.
Conhecido pela defesa das salas de cinema, Tom Cruise afirmou não ter “nada contra” televisão, canais a cabo ou Netflix. Em entrevista à revista “GQ”, o ator disse considerar positivo que esses formatos existam e gerem empregos.
A posição chama atenção pela trajetória de Cruise, cuja carreira como ator foi construída quase inteiramente no cinema. Durante a pandemia, ele também defendeu que “Top Gun: Maverick” esperasse pela reabertura das salas em vez de seguir diretamente para o streaming. O filme chegou aos cinemas em 2022 e arrecadou quase US$ 1,5 bilhão mundialmente.
Cruise explicou que sua preferência pelo cinema está na experiência de reunir pessoas em uma mesma sala para assistir a um filme. Para ele, é esse caráter coletivo que diferencia a exibição cinematográfica do consumo doméstico.
O próximo filme de Cruise, “Digger”, também vai direto para os cinemas. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, o longa estreia em 1º de outubro no Brasil, com Cruise no papel-título.