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O Directors Guild of America (DGA) reuniu diretores que se destacaram no ano passado. No painel, Ryan Coogler, Chloé Zhao, Guillermo del Toro, Paul Thomas Anderson e Josh Safdie detalharam como transformam visões pessoais em narrativas visuais, revelando desde hábitos curiosos no trajeto para o set até soluções técnicas complexas para driblar limitações de produção.

A construção da atmosfera começa antes mesmo da primeira cena. Enquanto Zhao consulta o horóscopo e troca relatos de sonhos com a equipe para buscar inspiração no subconsciente, Coogler e Anderson utilizam a música em volume máximo para ditar o ritmo do dia. Del Toro, por outro lado, prioriza a técnica ao chegar duas horas antes do cronograma para editar o material filmado no dia anterior, um método que ele define como “ouvir o que o filme precisa”.

No set, a busca pela autenticidade guia as escolhas de elenco e cenografia. Paul Thomas Anderson destacou o uso de não-atores para garantir honestidade em papéis militares, enquanto Ryan Coogler revelou que sua equipe precisou inserir algodão em plantas para recriar plantações inexistentes na Louisiana. Del Toro, que construiu um navio real em um estacionamento para Frankenstein, reforçou que a direção atua como a gravidade: invisível quando funciona, mas catastrófica quando falha.

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