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“Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004), dirigido por Michel Gondry, estará disponível na Netflix até 31 de março. O longa acompanha um casal que, após o término, decide apagar as memórias um do outro. O longa utiliza essa premissa para refletir sobre a complexidade dos relacionamentos e sobre o modo como lembranças moldam experiências afetivas.

A obra combina narrativa não linear e estética visual inventiva, características recorrentes no trabalho de Gondry. Esses elementos também aparecem em filmes como “A Ciência dos Sonhos” (2006) e “Rebobine, Por Favor” (2008), nos quais o diretor cria belas construções visuais a partir de recursos visuais artesanais.

O texto de Charlie Kaufman recebeu o Oscar de melhor roteiro original, consolidando uma abordagem que dialoga com temas como identidade, subjetividade e percepção do tempo. Esses mesmos eixos conceituais estão presentes em obras como “Quero Ser John Malkovich” (1999) e “Adaptação” (2002), que também trabalham com estruturas narrativas experimentais e questionamentos sobre a experiência humana.

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