Saudades daquilo que não vivi: o mar de gente da primeira edição do festival Woodstook (EUA, 1969). Tudo não saiu como planejado, o que foi ótimo. Faltando poucos dias para o início, a equipe informou que não haveria tempo para construir tudo, e pediu para a organização escolher se eles queriam concluir o palco ou as cercas em torno do local. Sem grades, 400 mil pessoas entraram de graça.
O festival foi realizado em uma fazenda. O caminho até lá não comportava um fluxo tão intenso. Ao invés de reclamar do congestionamento, as pessoas desciam dos carros e começavam a puxar conversa.
Não havia seguranças na equipe de segurança. Uma comunidade hippie foi contratada para garantir a paz. Além de não ter ocorrido violência, essa comunidade também produzia refeições e distribuía de graça.
Faltou comida. Por isso, os moradores da região, considerados conservadores, coletaram tudo que tinham em suas casas, e distribuíram para os participantes do festival. De graça.
Medicamentos também se tornaram escassos. Helicópteros militares chegaram ao local trazendo equipes para prestar auxílio médico.
Woodstook, um festival sobre música, paz e compartilhar sonhos.
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Essa atmosfera foi eternizada pela produção audiovisual. O documentário “Woodstock” (1970), dirigido por Michael Wadleigh, registrou as apresentações e o comportamento do público. Já em 2009, o filme “Aconteceu em Woodstock”, de Ang Lee, dramatizou os bastidores da organização, ampliando a compreensão sobre como o caos logístico se transformou em um símbolo de sonhos compartilhados.
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