O modo como consumimos vídeo no celular mudou o eixo da imagem. A tela vertical, antes exceção, passou a ocupar espaço relevante na última década. Esse formato saltou de uso limitado para uma parcela significativa do consumo, e plataformas como o Snapchat, com bilhões de visualizações diárias, confirmam que a demanda é real.
O problema é que a linguagem não acompanhou o hábito. Enquanto o público já se acostumou ao vídeo vertical, a produção ainda busca um padrão. Algumas iniciativas tratam o formato como escolha consciente desde a captação, reposicionando câmeras e pensando o enquadramento de forma nativa. Outras simplesmente adaptam vídeos horizontais, recortando a imagem na pós-produção.
Essa divisão revela um momento de transição. O vídeo vertical deixou de ser improviso, mas ainda não se consolidou como linguagem estável. Entre soluções pensadas para a tela e ajustes feitos posteriormente, o formato segue em disputa, à espera de definições que organizem seu uso sem limitar suas possibilidades.
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