A recriação digital de Peter Cushing em Rogue One reacendeu um debate que já havia surgido no início dos anos 2000, quando Final Fantasy explorou personagens gerados por computador. Desde então, a indústria testou diferentes formas de presença póstuma em cena, como nos casos envolvendo Laurence Olivier e Marlon Brando, ainda que de maneira pontual.
Apesar dos avanços técnicos, a simulação digital continua encontrando limites perceptivos. Quando colocados lado a lado com atores reais, personagens gerados por CGI tendem a evidenciar sua artificialidade, sobretudo nos detalhes de expressão e movimento. A tecnologia evoluiu, mas a comparação direta ainda expõe diferenças difíceis de neutralizar.
Nos últimos anos, porém, a discussão foi ampliada, pois o uso de imagens digitais de atores falecidos passou a levantar questões jurídicas e éticas. A indústria audiovisual agora precisa lidar com regras sobre direitos de imagem, consentimento e exploração comercial.
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