Cora Rónai defende que fotografar em museus não é um ato de distração, mas sim uma forma ativa de prestar atenção. Para ela, o uso da câmera obriga o visitante a interagir com o espaço e a observar as obras com mais cuidado para compor a imagem.
Ela também faz uma distinção importante sobre o valor das imagens. Embora as fotos oficiais dos catálogos sejam tecnicamente perfeitas, as fotos “imperfeitas” tiradas pelo público tornam-se insubstituíveis. Elas deixam de ser apenas um registro da arte para se tornarem a prova pessoal e única daquela experiência.
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