Para Thom Powers, curador de documentários do Festival Internacional de Toronto e diretor artístico do Doc NYC, é essencial compreender que um filme não encerra a busca pela verdade.
A reflexão surge em um contexto de crescimento acelerado da produção documental, movimento que tem ampliado o papel e as responsabilidades de curadores e programadores de festivais. Nesse cenário, a função deixaria de se limitar à avaliação estética ou ao controle de qualidade, passando a incluir também a análise da consistência factual e da integridade das informações apresentadas.
Esse debate sobre a ampliação de critérios reflete uma mudança na forma como os documentários são recebidos. Parte significativa do público consome esses filmes como se fossem extensões do jornalismo investigativo. Com isso, projeta sobre o gênero expectativas elevadas de precisão, rigor e confiabilidade.
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