Para o fotógrafo e pesquisador Luiz Santos, o Lambe Day vai além da técnica utilizada. Embora o processo de captação seja simples, o que está em jogo é a retomada do retrato como prática simbólica. A proposta é pensar o ato de retratar como algo que se renova, mesmo quando parte de meios limitados.
O projeto evoca um tempo em que ser fotografado exigia pausa e respeito pelo instante. As pessoas se sentavam, reconheciam a solenidade do momento e escolhiam cuidadosamente a forma como desejavam ser vistas.
Essa leitura da fotografia popular está presente na exposição em cartaz no Sesc Belenzinho, em São Paulo.
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