Como somos vistos pelos outros? O fotógrafo norte-americano Kevin Connolly, que nasceu sem pernas, embarcou em uma jornada pessoal para registrar as reações das pessoas diante da diversidade humana. Para se locomover, ele utiliza um skate, o que facilita seu contato com diferentes ambientes e culturas.
O projeto, chamado Rolling Exhibition, resultou em mais de 32 mil fotografias capturando expressões e olhares variados ao redor do mundo. Connolly relata experiências diversas: na Ucrânia, por exemplo, algumas pessoas o confundiram com um homem santo. Em Viena, sua percepção do olhar alheio mudou, quando a maioria das pessoas o tomou por indigente, gerando um sentimento de isolamento.
O fotógrafo conta que precisou aprender a carregar o “fardo de ser encarado” e, mesmo assim, sentir-se confortável nessa exposição constante. Essa experiência também foi narrada em seu livro Double Take: A Memoir, onde aprofunda as reflexões sobre visibilidade, diferença e aceitação.
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